Como são os projetos dos professores premiados em 2017

Seja por um prêmio de US$ 500 mil ou pelo reconhecimento diante de toda a rede de ensino, os prêmios de educação valorizam o trabalho de professores que fazem diferente e ajudam a disseminar suas práticas. Nos prêmios nacionais e internacionais de 2017, que reunimos abaixo, foi clara a mensagem dos organizadores em ressaltar o trabalho de educadores que se preocupam com a inclusão de todos os alunos, que buscam conectar suas aulas com o mundo real e que estendem a mão para trazer colegas para transformar a escola e a comunidade.

Veja abaixo um resumo dos prêmios do ano:

Desafio Diário de Inovações (Porvir/IBFE)

A primeira edição do desafio lançado pelo Porvir e pelo IBFE (Instituto Brasileiro de Formação de Educadores) reconheceu professores de todas as etapas de ensino. Na educação infantil, Liciane de Fátima Xavier Lourenço, de Curitiba (PR), foi selecionada pelo projeto sobre o Egito que envolveu muita pesquisa e brincadeiras. No fundamental 1, Lívia Rodrigues Pinheiro Leiria, de Campinas (SP), criou um jardim a partir de ideias que alunos tiraram de um filme. Na etapa seguinte, o fundamental 2, Peter Rodrigo Tento, de Vinhedo (SP), construiu uma caixa de areia em 3D para ensinar geografia.

Já no ensino médio, Francisco Levi Jucá Salles, de Pacoti (CE), alunos fizeram uma expedição para resgatar a história da cidade e criar um museu. No ensino superior, Ricardo Joseh Lima, do Rio de Janeiro (RJ), usou a ideia de uma sociedade secreta para discutir norma linguística e Rosemeire Luiza da Silva, de Osasco (SP), criou um RG gigante para trabalhar a subjetividade de alunos

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Professores do Brasil (MEC)

O prêmio organizado pelo MEC destaca práticas cada uma das etapas de ensino. Na categoria Educação Infantil – Creche recebeu o prêmio a professora Alessandra Silva de Assis de Siqueira Pinto, de São Paulo, com o relato “A escuta das vozes infantis”; na Educação Infantil – Pré-escola a premiada foi Lidiane Pereira da Silva, do Rio Grande do Sul, com o relato “Como nossos pais e com o jeito da nossa gente”.

Já na categoria Ensino Fundamental – Ciclo de Alfabetização, a vencedora foi Kátia Bomfiglio Espíndola, também do Rio Grande do Sul, com o projeto “Conta uma história? “. Para a categoria Ensino Fundamental/Quarto ao Quinto Ano o prêmio foi para Fernanda Nicolau Nogueira, de Rondônia, com o relato “Ler, escrever…crescer!“.

Com projetos para o Ensino Fundamental/Sexto ao Nono Ano foi vencedor o professor Adalgésio Gonçalves Soares, de Minas Gerais, com o relato “Festival de curtas”, e na categoria Ensino Médio o prêmio foi para Rodrigo Nobrega Martins, do Ceará, com o projeto “Revista Discentes: um sentido para a produção textual no ensino médio no estado do Ceará”.

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Educador Nota 10 (Fundação Victor Civita/Fundação Roberto Marinho)

A professora Elisângela Dell-Armelinda Suruí, de Cacoal, em Rondônia, foi eleita a Educadora do Ano pelo prêmio Educador Nota 10, iniciativa da Abril e da Globo e uma realização da Fundação Victor Civita em parceria com a Fundação Roberto Marinho. No projeto “Mamug Koe Ixo Tig”, Elisângela e seus alunos da classe multisseriada de 1º a 5º ano da Escola Indígena Estadual de Ensino Fundamental e Médio Sertanista Francisco Meireles, que falam Paiter Suruí (língua indígena) criaram um caderno de atividades de escrita e leitura na língua materna, estabelecendo relações com a língua portuguesa e com a de sinais, já que existem muitos surdos entre o Povo Paiter.

Leia mais sobre o projeto e lista de outros vencedores

Prêmio Rubens Murillo Marques (Fundação Carlos Chagas)

Marcos Garcia Neira, da Faculdade de Educação da USP, venceu o Prêmio Rubens Murillo Marques com um projeto de reflexão da prática. A experiência foi realizada na disciplina Metodologia do Ensino de Educação Física aos estudantes da Escola de Educação Física e Esporte. Para valorizar o conhecimento produzido pelos professores e professoras que atuam na educação básica, seus relatos de experiência orais, escritos e audiovisuais transformaram-se em objetos de estudo. Os estudantes da licenciatura também produziram relatos de experiência a partir das intervenções realizadas durante o estágio obrigatório curricular.

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Territórios educativos (Instituto Tomie Ohtake/SME-SP)

O prêmio Territórios Educativos também reconheceu dez experiência pedagógicas de escolas da rede municipal de São Paulo que estão explorando oportunidades educativas no território onde estão inseridas. Professores de diferentes localidades mostraram que é possível aprender na cidade e ainda contar com a parceria da comunidade.

Entre os vencedores, se destacaram os educadores: Carlos Renato Asakawa Novaes, da EMEF Emiliano Di Cavalcanti; Beatriz Garcia Costa, da EMEI Dona Leopoldina; Cristiane Maria Coutinho Fialho, do CIEJA Perus I; Fernanda Zientara do Nascimento, da EMEF Infante Dom Henrique; Janaina da Silva Coelho, da EMEF Sebastião Francisco; Maria Aparecida Pereira de Castro Augusto, da EMEBS Professora Vera Lúcia Aparecida Ribeiro; Maria Isabel Kast, da EMEF Professora Nilce Cruz Figueiredo; Naíme Andréa da Silva, do CEU Butantã; Núbia Maria Gomes Esteves, da EMEF Solano Trindade; e Tania Maria Uehara Alves, da EMEF Carlos Augusto de Queiroz Rocha.

Leia mais sobre os projetos vencedores

Global Teacher Prize (Fundação Varkey)

A canadense Maggie McDonnell ganhou o prêmio da Fundação Varkey por seu trabalho na escola Ikusik High School, localizada em uma cidade da província de Quebec acessível somente por transporte aéreo e convive com temperaturas de -25º C no inverno. Entre estudantes e integrantes da comunidade, a gravidez de adolescentes e os casos de abuso sexual são comuns e tarefas domésticas sobrecarregam as mulheres. Para mudar essa situação, Maggie criou um curso de habilidades para a vida destinado a meninas. Sua estratégia tem sido transformar alunos de “problema” em “solução” por meio de iniciativas chamadas de “atos de gentileza” que os envolvem em atividades de seu interesse e aumentam sua presença nas aulas.

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Prêmio WISE (Fundação Catar)

A edição de 2017 reconheceu o trabalho do ganês Patrick Awuah que após uma carreira de sucesso em empresas de tecnologia nos EUA voltou para seu país para criar a Universidade de Ashesi. Os primeiros passos foram dados em uma casa alugada com apenas 30 alunos. Hoje, com 900 estudantes, a instituição tem como objetivo inspirar, educar e construir uma comunidade de pessoas que possam navegar pelas complexidades do crescimento da África e dar um exemplo para o resto do mundo.

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